Artigo

Migração de site sem perdas evitáveis

Migração de site sem perdas evitáveis

TL;DR

  • Toda a migração com mudança de URLs arrisca perda de tráfego se mal feita.
  • O coração é um mapa de redirects 301 completo, 1 para 1.
  • Valida antes e depois, e monitoriza no Search Console.
  • Planeia com antecedência; não migres à pressa.
Vídeo de referência Site Migrations: SEO Mythbusting — Google Search Central
Migrar sem perder rankings
Migrar sem perder rankings

Mudar de domínio, de CMS ou reestruturar URLs pode custar-te tráfego orgânico duramente conquistado - ou não, se for bem executado. A diferença está no método.

As etapas que não podes saltar

Seis fases de uma migração de site: inventário e baseline, mapa de URLs, redirects 301, go-live, validação a 48 horas e monitorização a 90 dias
As seis fases de uma migração de site. O trabalho que evita perdas está todo antes do go-live; depois, só se corrige.
Duas curvas de tráfego após um go-live: com trabalho de migração a queda é curta e recupera; sem trabalho é profunda e prolongada
Numa migração há sempre uma queda de reavaliação. A parte evitável — redirects em falta, conteúdo cortado, schema perdido — é a que separa semanas de recuperação de meses. Curvas ilustrativas, não dados de cliente.
EtapaAção
Mapa de URLsInventário completo, antigo para novo, 1 para 1
Redirects 301Permanentes, sem cadeias nem loops
ValidaçãoTestar redirects e Schema antes de publicar
MonitorizaçãoCobertura e posições no Search Console pós-migração

É um projeto técnico exigente; se estás a planear uma migração, fala comigo e vê o checklist de SEO técnico.

O meu método de migração

O que mais pesa numa migração que corre bem não é sorte - é o plano. A ordem por que trabalho:

  1. Arquitetura de informação: pilares, clusters e o mapa entre o site antigo e o novo, para não perder relações de conteúdo.
  2. Mapa de redirects 1:1: bem feito, sem 404 espalhados por todo o lado.
  3. Medição atualizada: Analytics e Search Console prontos, para não ficar cego no pós-lançamento.
  4. Configuração de base: www vs sem www, HTTP para HTTPS, e validação de que não há problemas de headers.
  5. XML sitemap impecável, submetido no lançamento.

Uma migração afunda-se nos detalhes que ninguém verifica; salva-se na preparação.

Dados-chave

>95%tráfego retido com 301 diretos e limpos
0%PageRank perdido em redirects 301 (Google)
~50%perda típica numa migração mal executada
Migrações — perda e recuperação
301 diretos 1:1 (bem feito)>95% retido
Migração mal executada~50% perda
PageRank perdido em 3010%
Recuperação típica2 sem.–3 meses

As percentagens de perda/recuperação vêm de casos de agências e variam muito.

Fontes: Google Search Central — site moves

Erros comuns e como fazer bem

Já vi negócios perderem meses de tráfego numa migração à pressa. Aprende com a dor alheia:

Evita (erro comum)Faz (boa prática)
✗ Migrar sem um mapa de URLs completo✓ Inventário 1 para 1, do antigo para o novo
✗ Usar 302 (temporário) para mudanças definitivas✓ 301 permanente, para transferir sinais
✗ Encadear redirects (A para B para C)✓ Redirect direto A para C, sem cadeias
✗ Publicar e rezar✓ Validar antes e monitorizar o Search Console depois

Ferramentas que uso e recomendo

Fontes

Perguntas frequentes

Como migrar um site sem perder tráfego?

Com plano, não com sorte: arquitetura de informação primeiro (pilares, clusters, mapa do site antigo para o novo), depois redirects 301 1:1 sem 404, medição atualizada (Analytics e Search Console), configuração de base (www, HTTPS, headers) e um XML sitemap impecável. A perda quase sempre vem de detalhes que ninguém verifica. Checklist técnico →

Que redirect uso numa migração?

301 (permanente), para transferir sinais para a nova URL. Evita cadeias e redirects temporários. Checklist técnico →

Vou perder tráfego de certeza?

Não, se o mapa de redirects for completo e a execução cuidada. A perda vem quase sempre de erros evitáveis. Ver SEO →

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